História do Vinho

Toda garrafa de vinho tem uma história

O vinho é história viva, tem provas de sua existência e importância desde há mais de 7.000 a.C., os primeiros indícios de viticultura datam da Idade da Pedra.

Saber como, quando e qual sabor tinha o primeiro vinho é impossível, mas podemos imaginar que na Idade da Pedra, a maior busca do homem era por alimento e que provavelmente, quando este encontrou a uva (uva selvagem), deliciou-se dela até fartar-se e colheu o restante para poder comê-la novamente mais tarde ou em outros dias.

Devido a quantidade de açúcar contido na uva, ela tem uma tendência natural  a fermentar (produzir álcool), portanto, se ele deixou-a em local quente, isso rapidamente aconteceria, quando o sumo da uva entrasse em contato com leveduras selvagens naturais. E assim, teríamos o primeiro “porre”, a sensação de leveza, a forma como a bebida esquenta o corpo e a alegria, com certeza foi uma grata descoberta.

O que diz a história do vinho

Há notas sobre o vinho em antigas e grandiosas obras como no Gilgamesh, o Gênesis, o Talmude (livro sagrado dos judeus), nos levando a perceber sua importância em todas  as épocas.

Antes de ser aperfeiçoado e se tornar um produto luxuoso, o vinho foi muito usado como bebida em festas, como medicamento antisséptico, e em cerimonias religiosas.

Foi no judaísmo que o vinho começou a ser usado em rituais religiosos, mas a maior referência da importância religiosa do vinho vem com o culto a Baco, o deus grego do vinho, pela lenda ele é filho de Zeus e foi ele quem trouxe o vinho à Grécia da Ásia Menor (atual Turquia).

Baco deus do vinho em jardim de Versalhes

Com as muitas invasões e guerras conhecidas da época, houve um declínio grande na produção e consumo de vinho, neste tempo, quem manteve vivo o cultivo, foram os monges, que plantavam suas videiras em volta das igrejas e faziam o próprio vinho, eles não se contentaram em somente fazer vinho, mas também o melhoraram. Na Idade Media, por exemplo, na Borgonha, eles estudaram o solo da consagrada Côte d’Or, transformando os vinhos, selecionando as melhores plantas, experimentando a poda, escolhendo parcelas não expostas ao gelo, com uvas mais maduras, e, quando a vida tornou-se mais pacífica, rapidamente os vinhedos foram expandidos e o comércio aquecido.

O período da devastação dos vinhedos

No século XVII já vemos uma demanda por bons vinhos, preocupação com a qualidade e a estética. Mas, em 1.860 os vinhedos europeus são destruídos pela filoxera (um pulgão que se alimentava do sumo das raízes). E foram 40 anos de devastações, até que conseguiram imunizar as vinhas enxertando-as em cepas americanas. A recuperação dessa crise levou boa parte do século XX, mas o consumo europeu atingiu novos picos após a Primeira Guerra Mundial. Surge a legislação vitícola para combater fraudes e melhorar ainda mais o vinho.

Filoxera de uva

Phylloxera vastatrix

Fonte: Arizonensis.org

A partir dai, a ciência começa a representar um importante papel no desenvolvimento das vinícolas com implantações de técnicas modernas de produção e estudos.

A grande virada do vinho

O mundo do vinho vira moda no mundo todo e a Europa (Velho Mundo) ganha concorrência internacional, através dos países produtores do Novo Mundo, que rivalizam em qualidade com seus “grandes vinhos”.

Como podem ver, esse mundo tem história que não acaba mais, essa é a grande magia acompanhou todas a civilizações e está tão presente no nosso dia a dia, cada garrafa uma história!

Estarei aqui, com novos textos, quinzenalmente as sextas-feiras e conto com a participação de vocês, desde a leitura aos comentários, críticas, elogios, dúvidas (contem comigo) e compartilhamentos de vivências e  redes sociais.

Obrigada e até a próxima,

livia marchi somellier

Lívia Marchi

@vinholandiaa

Marcado com , , ,

2 comentários em “História do Vinho

  1. Que capricho! Adorei as informações e estarei acompanhando!

    1. Obrigada 😊😘

Sou muito grata por seu comentário, é importante pra mim.

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.

%d blogueiros gostam disto: