“O que engorda não é o que você come entre o Natal e Ano Novo e sim o que você come entre o Ano Novo e o Natal”

Li essa frase em um post no Instagram e achei o máximo!

Já que escrevi sobre vícios no outro post achei adequado escrever sobre o velho e bom equilíbrio que repito tantas vezes. E nada melhor do que esta frase engraçada para representar um pouco do que quero dizer.

Natal é um dia, assim como o dia do Ano Novo, assim como um evento ou outro que frequentamos o ano todo, falando da parte gastronômica da história, lógico. É um dia de festa, onde parece que para comemorar é preciso beber horrores e comer como nunca. Será?

Por que será que nós pessoinhas comemoramos assim?

Já está até na palavra COMEmorar. Festival de loucuras alimentares fazem parte das férias e muitas vezes faz parte do ano todo mesmo. E que tal viver em equilíbrio? Comer sim, aproveitar, saborear, mas precisa mesmo sair comendo qualquer coisa de qualquer jeito o tempo todo?

Tenho falado para meus pacientes sobre paladar. Que é possível modificar o paladar e você começar a apreciar alimentos que antes não faziam parte do seu cardápio. Muitas pessoas estão com paladar viciado em aditivos industrializados e realçadores de sabores que inclusive viciam e por isso a mudança parece ser impossível algumas vezes. Como largar os lanches saborosos da tele entrega se eles são tão “gostosos”? São saborosos ou você está viciado neste embalado de gorduras de péssima qualidade e horrores de açucares?

Mudança alimentar é mudar o paladar, já falei sobre isso em alguns textos por aqui. Toda mudança exige um esforço e persistência, e não é um dia de “pé na jaca” que vai matar você, mas sim a constante permanência naquilo que você já sabe que não é saudável.

Lamento muito que educação nutricional não faça parte de currículo escolar. Algo tão básico como o “simples” fato de comer deveria ser ensinado desde criança e levado para a vida, mas o oposto disso acontece. O que se aprende é que se comer a salada ganha a sobremesa, como se a salada fosse um castigo onde vale a pena para ganhar a recompensa do doce depois. Você já parou pra pensar quantas vezes ouviu algo assim ou até mesmo falou algo assim para suas crianças? A consequência disso já sabemos, escolhas sempre em busca do sabor da recompensa e longe da escolha que fará algo positivo para o equilíbrio do corpo.

A boa notícia é que a mudança é possível e que comer uma vez ou outra algo que não seja de qualidade não vai acabar com você.

E a notícia mais do que boa é que quando você muda o paladar, desperta uma consciência que faz você ser um pouquinho mais exigente e aí seu organismo vai tolerar menos ainda alimentos inadequados.

E aí? Vamos começar então o seu processo de mudança?

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Bjo da Nutri!

SARAH SIMONI NUTRI E COACH


Sarah Simoni é Nutricionista, especialista em Nutrição Funcional pela VP Florianópolis, Especialista em Desenvolvimento de Grupos pela SBDG Joinville e Coach pela Nutrition Coaching.

Membro da Academia Brasileira de Nutrição Funcional, possui clínica em Caxias do Sul e atende também nas cidades de Farroupilha e Porto Alegre. Em seu rol de serviços estão: Nutrição Funcional, Coaching Nutricional, Consultoria para Noivas, Grupos de Emagrecimento Consciente, Oficinas de Cozinha Saudável.

Autora da coluna #NutriAjuda do Blog Mary Wellness, onde escreve sobre comportamento alimentar, autossabotagem, ansiedade e assuntos diversos que podem ajudar a melhorar a relação das pessoas com a comida. Siga também a Nutricionista Sarah Simoni no Instagram @nutricionistasarahsimoni

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2 comentários em ““O que engorda não é o que você come entre o Natal e Ano Novo e sim o que você come entre o Ano Novo e o Natal”

  1. Perfeito! Interessante é que essa semana mesmo estava falando sobre a questão do doce ser a recompensa do “sacrifício” da comida de verdade. No feriado do Natal estava com uma criança da minha família. Ela se deliciava com alguns confeitos de açúcar e eu pedi: dá um pra mim? E ela, automaticamente, respondeu: “só depois do almoço”. Ou seja, aos 3 anos, isso já está incutido na mente das nossas crianças! Para pensar e tentar mudar nossos hábitos!

    1. Sim Alice! Quantas vezes este tipo de “educação” é colocada na nossa mente e levamos isso a diante. Cabe a gente mesmo mudar isso para que seja diferente e as crianças passem a apreciar alimentos vistos como ruins e outros como recompensas.

Sou muito grata por seu comentário, é importante pra mim.

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